sábado, 18 de junho de 2016

Por que nenhum exame de proficiência permite o uso de dicionários?

 Resposta: porque o uso de dicionários pode atrapalhar mais que ajudar em avaliações. Vamos entender os motivos:

Inferir o sentido de palavras e expressões com base no contexto é uma habilidade fundamental no uso de uma língua estrangeira. Ao ler um texto, por exemplo, ativamos nosso conhecimento de mundo e raciocínio lógico para criar e testar hipóteses que levem à compreensão do texto.


Por isso, a permissão do uso de dicionários em exames de proficiência pode fazer com que muitos exagerem nas consultas aos verbetes e, com isso, desperdicem o tempo que poderiam melhor utilizar buscando responder as questões. Veja algumas reações típicas quando o aluno se depara com palavras desconhecidas, familiares ou conhecidas em um exame: 

Palavras desconhecidas: Sem um dicionário, tentamos compreender uma palavra desconhecida pelo contexto ou simplesmente a ignoramos. Com um dicionário, nos sentimos obrigados a consultá-lo. E isso leva tempo, pois geralmente há mais de uma opção de sentido. 

Palavras familiares: Sem um dicionário, confiamos no que achamos que a palavra significa e usamos o contexto para conferir se faz sentido. Com um dicionário, achamos mais seguro fazer uma consulta, “só para ter certeza”. E mais tempo precioso é gasto. 

Palavras conhecidas: Sem um dicionário, confiamos no que sabemos. Com um dicionário, mesmo o que sabemos pode gerar insegurança: “Deixa eu conferir se é isso mesmo”. E, mais uma vez, tempo é desperdiçado. 

Outro ponto interessante é a tendência de muitos alunos a se preparar menos para a avaliação quando sabem que o uso de dicionários é permitido. 

O dicionário é uma ferramenta importante para qualquer pessoa que utiliza ou estuda uma língua (estrangeira ou materna), mas deve ser uma ferramenta de apoio, sem que exista uma relação de dependência. 

PORTANTO, ao contrário do que muitos imaginam, permitir o uso de dicionários pode ser mais prejudicial do que benéfico ao processo de avaliação. É por isso que nenhum exame de proficiência permite seu uso.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Alguns cursos exigem um idioma no mestrado e outro no doutorado. Outros cursos exigem o mesmo idioma para ambos. Qual o critério para a definição do idioma?


De modo geral, quando há exigência de idiomas diferentes do mestrado para o doutorado, uma das línguas normalmente é o inglês e a outra pode variar de curso para curso, dependendo da bibliografia específica da área e nas relações históricas, culturais e afetivas com o idioma. 

Muitos cursos identificam, no entanto, que praticamente todas as leituras que seus alunos terão que fazer serão em inglês e, portanto, exigem a língua inglesa tanto para o mestrado quanto para o doutorado - com ou sem diferenciação de critérios.

A diferenciação pode ser feita na pontuação mínima exigida (“X” no mestrado e “X+20%” no doutorado) ou nas habilidades (leitura no mestrado e leitura+escrita no doutorado, por exemplo).  

Uma maior exigência do mestrado para o doutorado incentiva os alunos a continuar aprimorando o inglês, pois percebem que no doutorado terão que ter um domínio superior ao que tinham quando ingressaram no mestrado.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Há um "prazo de validade" para exames de proficiência?



De modo geral, os exames de proficiência não estabelecem um prazo de validade para seus certificados, o que pode passar a impressão de que aquele resultado é "para sempre", como um diploma escolar. Não é bem assim. 

Em primeiro lugar, por se tratar de uma competência variável e não de um conteúdo estático, o domínio de uma língua estrangeira precisa ser reavaliado periodicamente.

Por exemplo, se uma pessoa tiver prestado
um exame de proficiência aos 20 anos de idade e decide aos 30 fazer uma pós-graduação ou participar de um processo seletivo, é claro que depois de um intervalo tão longo não é possível afirmar que o seu nível continua semelhante ao da época do primeiro exame.

Como não é possível analisar o histórico de cada um para saber se uma pessoa tem estudado ou mantido contato com o idioma, só uma avaliação recente poderá informar com precisão o nível de proficiência atual. De qualquer modo, cabe à instituição requisitante determinar (ou não) um prazo de validade para aceitação de certificados obtidos anteriormente.A recomendação é, portanto, estar sempre preparado para novas avaliações.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Para ser aceitos pela pós-graduação, os exames precisam ter aval do MEC, CAPES ou outro órgão oficial?

A avaliação em línguas estrangeiras é obrigatória nos cursos de pós-graduação, mas nenhum órgão oficial determina ou especifica o modo como as avaliações devem ocorrer, tampouco quais exames utilizar. Assim, não existe qualquer aval destes órgãos no sentido de validar este ou aquele exame, exceto para concessão de bolsas para o exterior.
    Os exames são validados, basicamente, por sua confiabilidade, adequação aos propósitos do curso e histórico de utilização pelas universidades.




terça-feira, 24 de novembro de 2015

Você é A2, B2 ou C1? Entenda o Quadro Europeu Comum de Referência.

O Quadro Europeu Comum de Referência para Línguas (Common European Framework of Reference for Languages – CEFR) é o parâmetro mais reconhecido e utilizado mundialmente para classificação de níveis de proficiência em idiomas. Ele foi desenvolvido pelo Conselho Europeu entre 1989 e 1996 como base para a elaboração de exames, planos de ensino, livros didáticos, etc.

Ele descreve de uma forma abrangente o que se deve aprender para ser capaz de utilizar o idioma para comunicação efetiva.  O Quadro define níveis de proficiência que permitem avaliar o progresso na aprendizagem e descrevem em seis níveis o que o aprendiz deve ser capaz de fazer. Os níveis variam do mais básico ao mais avançado: A1, A2, B1, B2, C1, C2

Os exames da TESE Prime e os principais exames internacionais são balizados pelo CEFR, o que permite a conversão da pontuação obtida para uma das seis faixas do CEFR. Isso permite também a comparação entre pontuações de diferentes exames.